Está publicada a dissertação de Queiroga no Dobras Visuais.
Fica aqui o nosso comentário, já postado no Dobras, como agradecimento:
Para que o “destino seja tão bonito quanto o caminho ou o processo”, é necessário que não queiramos somente percorrer um caminho, mas trabalhar para traçá-lo. O suficiente para transformar as nossas ideias em vontade de permanência, antes de qualquer desejo de uma possível chegada.
Pensar é refazer continuamente o que foi estabelecido como crucial. Nesse sentido, a lição mais importante do percurso é o próprio percurso, sua natureza de entretenimento, seu convite para que continuemos a desdobrá-lo. Sua dissertação faz frente para quem evita o lugar de repouso que as respostas costumam determinar.
Significa, ainda, que devemos reduzir as velocidades que têm nos conduzido, qualificando o nosso desempenho sobre um território com “pressões que causam uma espécie de trasbordamento, como se apertássemos por todos os lados e ele rompesse suas fronteiras, avançasse em novos espaços”.
Dedicamos, a você, uma fotografia escrita, imaginada, de uma paisagem escura, que te prenda em um estado de dúvida. Um lugar abstrato de onde possas desconfiar. Dê a ela sentidos recorrentes, pois se trata de uma fotografia que tomará forma na atitude, e o único significado que tem, desde já, é o nosso contínuo agradecimento pela sua pesquisa.
