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	<title>&#124; CIA DE FOTO &#124;</title>
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		<title>A Revista # 2</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 10:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciadefoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[garapa]]></category>
		<category><![CDATA[juan esteves]]></category>
		<category><![CDATA[modobulb]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldo Entler]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiu o número 2 da Revista editada pelo Modobulb. A Cia colaborou com um texto relacionado ao ensaio de Maíra Soares, o &#8220;Este seu olhar&#8221;, um trabalho, significativo, que exercita a capacidade da fotografia em se relacionar com distâncias afetivas, o que inclui aproximações. Maíra criou uma forma sensível de apresentar esse trabalho, que se torna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saiu o número 2 da Revista editada pelo <a href="http://modobulb.com/" target="_blank">Modobulb</a>.</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/05/a-revista-2/rev/" rel="attachment wp-att-4919" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-4919" title="rev" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/rev.jpg" alt="" width="560" height="717" /></a></p>
<p>A Cia colaborou com um texto relacionado ao ensaio de <a href="http://www.mairasoares.com/" target="_blank">Maíra Soares</a>, o &#8220;Este seu olhar&#8221;, um trabalho, significativo, que exercita a capacidade da fotografia em se relacionar com distâncias afetivas, o que inclui aproximações.</p>
<p>Maíra criou uma forma sensível de apresentar esse trabalho, que se torna objeto:</p>
<p>&nbsp;<br />
<iframe src="http://player.vimeo.com/video/37836564" width="560" height="315" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>Eis o nosso texto:</p>
<p><strong>agora, Maíra</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>“Não é que o passado lança sua luz sobre o presente ou que o presente lança sua luz sobre o passado; </em></span><span style="font-size: x-small;"><em>mas a imagem é onde o ocorrido encontra o agora num lampejo, formando uma constelação.” </em></span><span style="font-size: x-small;"><strong>Walter Benjamin</strong></span></p>
<p>“<em>Este seu olhar”</em> é um trabalho fotografado por Maíra e seu pai, e se constitui na união das fotos de sua mãe ainda viva com outras atuais, em que ela é revivida. Ele surge nessa coincidência de tempos, na qual o desejo de uma presença estabelece uma atualidade, através do olhar da mãe e do olhar da própria Maíra, que interpreta a imagem feita outrora por seu pai. Um dos pólos desse trabalho é mesmo antes, o outro, é a vida dela, agora Maíra.</p>
<p>Pensamos no “agora” como um dispositivo que afirma um tempo presente, um tal imperativo que delimita uma atualidade, e preenche de sentidos, por exemplo, o que está entre os pólos desse trabalho. O presente é um tempo contínuo que recobra as nossas vivências e ativa o nosso desejo em direção a um possível futuro. Como disse Agamben, “o presente não é outra coisa senão a parte de um não vivido em um todo vivido”. O “agora” é um dispositivo que engendra o presente, composto por um passado inédito, provocando a busca de um tempo à frente.</p>
<p>Com a fotografia o presente pode ser melhor vivenciado, durando mais no tempo em que se constitui. E o que é a fotografia senão uma métrica do dispositivo “agora”? Essa linguagem crível à duração de um tempo atual? Ela é uma espécie de <em>agoraômetro</em>, que delimita e nos ajuda a constituir uma atualidade. A fotografia pode ser, exatamente, o “agora”, se a pensarmos como um espaço conceitual, impregnado por vivências, que desperta sonhos que não cessam em vir.</p>
<p>A fotografia no <em>“Este seu olhar”</em> é o lampejo do agora, Maíra.</p>
<p><strong>Cia de Foto.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>PS.: Fica o agradecimento ao Modobulb, a quem muito admiramos, inclusive, pelas iniciativas fotográficas!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dissertação de Queiroga</title>
		<link>http://ciadefoto.com.br/blog/2012/04/dissertacao-de-queiroga/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 12:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciadefoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[dissertação]]></category>
		<category><![CDATA[dobras visuais]]></category>
		<category><![CDATA[eduardo queiroga]]></category>
		<category><![CDATA[mestrado]]></category>
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		<description><![CDATA[Está publicada a dissertação de Queiroga no Dobras Visuais. &#160; Fica aqui o nosso comentário, já postado no Dobras, como agradecimento: Para que o “destino seja tão bonito quanto o caminho ou o processo”, é necessário que não queiramos somente percorrer um caminho, mas trabalhar para traçá-lo. O suficiente para transformar as nossas ideias em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está publicada a dissertação de Queiroga no <a href="http://www.dobrasvisuais.com.br/?p=4500">Dobras Visuais</a>.</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/04/dissertacao-de-queiroga/post-4/" rel="attachment wp-att-4903"><img class="alignnone size-full wp-image-4903" title="post" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/post.jpg" alt="" width="560" height="376" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fica aqui o nosso comentário, já postado no Dobras, como agradecimento:</p>
<p>Para que o “destino seja tão bonito quanto o caminho ou o processo”, é necessário que não queiramos somente percorrer um caminho, mas trabalhar para traçá-lo. O suficiente para transformar as nossas ideias em vontade de permanência, antes de qualquer desejo de uma possível chegada.</p>
<p>Pensar é refazer continuamente o que foi estabelecido como crucial. Nesse sentido, a lição mais importante do percurso é o próprio percurso, sua natureza de entretenimento, seu convite para que continuemos a desdobrá-lo. Sua dissertação faz frente para quem evita o lugar de repouso que as respostas costumam determinar.</p>
<p>Significa, ainda, que devemos reduzir as velocidades que têm nos conduzido, qualificando o nosso desempenho sobre um território com “pressões que causam uma espécie de trasbordamento, como se apertássemos por todos os lados e ele rompesse suas fronteiras, avançasse em novos espaços”.</p>
<p>Dedicamos, a você, uma fotografia escrita, imaginada, de uma paisagem escura, que te prenda em um estado de dúvida. Um lugar abstrato de onde possas desconfiar. Dê a ela sentidos recorrentes, pois se trata de uma fotografia que tomará forma na atitude, e o único significado que tem, desde já, é o nosso contínuo agradecimento pela sua pesquisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: Georgia, sans-serif; font-size: x-small;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entre a paisagem e a duração</title>
		<link>http://ciadefoto.com.br/blog/2012/04/entre-a-paisagem-e-a-duracao/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 21:24:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciadefoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/04/entre-a-paisagem-e-a-duracao/convite-cia_0-2/" rel="attachment wp-att-4899"><img class="alignnone size-full wp-image-4899" title="CONVITE-CIA_0" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/CONVITE-CIA_01.jpg" alt="" width="560" height="514" /></a></p>
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		<title>uma versão do &#8220;Agora&#8221; para cada entrevista</title>
		<link>http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/uma-versao-do-agora-para-cada-entrevista/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 12:50:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciadefoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/uma-versao-do-agora-para-cada-entrevista/attachment/001/" rel="attachment wp-att-4887"><img class="alignnone size-full wp-image-4887" title="001" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/001.jpg" alt="" width="560" height="315" /></a></p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/uma-versao-do-agora-para-cada-entrevista/attachment/002/" rel="attachment wp-att-4888"><img class="alignnone size-full wp-image-4888" title="002" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/002.jpg" alt="" width="560" height="315" /></a></p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/uma-versao-do-agora-para-cada-entrevista/attachment/003/" rel="attachment wp-att-4889"><img class="alignnone size-full wp-image-4889" title="003" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/003.jpg" alt="" width="560" height="315" /></a></p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/uma-versao-do-agora-para-cada-entrevista/attachment/004/" rel="attachment wp-att-4890"><img class="alignnone size-full wp-image-4890" title="004" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/004.jpg" alt="" width="560" height="315" /></a></p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/uma-versao-do-agora-para-cada-entrevista/attachment/005/" rel="attachment wp-att-4891"><img class="alignnone size-full wp-image-4891" title="005" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/005.jpg" alt="" width="560" height="315" /></a></p>
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		<title>A proteção das obras</title>
		<link>http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/a-protecao-das-obras/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 17:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciadefoto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje no Berardo, encontramos as nossas obras protegidas por um véu, e ficarão assim até quarta, dia da abertura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/a-protecao-das-obras/_1080983-2/" rel="attachment wp-att-4874"><img class="alignnone size-full wp-image-4874" title="_1080983" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/10809831.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/a-protecao-das-obras/_1080977/" rel="attachment wp-att-4875"><img class="alignnone size-full wp-image-4875" title="_1080977" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/1080977.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
<p>Hoje no Berardo, encontramos as nossas obras protegidas por um véu, e ficarão assim até quarta, dia da abertura.</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/a-protecao-das-obras/_1080975/" rel="attachment wp-att-4876"><img class="alignnone size-full wp-image-4876" title="_1080975" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/1080975.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/a-protecao-das-obras/_1080980/" rel="attachment wp-att-4877"><img class="alignnone size-full wp-image-4877" title="_1080980" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/1080980.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/a-protecao-das-obras/_1080981/" rel="attachment wp-att-4878"><img class="alignnone size-full wp-image-4878" title="_1080981" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/1080981.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
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		<title>O espaço expositivo</title>
		<link>http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/o-espaco-expositivo/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 16:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciadefoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[agora]]></category>
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		<category><![CDATA[Edu Brandão]]></category>
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		<description><![CDATA[Todas as vezes que encaramos o espaço onde iremos expor, pensamos sobre o que ele significa ainda vazio. São, em geral, lugares grandes e ampliados em branco. Há um estatuto nesse vazio que nos faz falar baixo, respeitar as paredes e qualquer objeto que lá esteja. Por vezes, nos vemos, com cuidados, contornando um pano de chão ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todas as vezes que encaramos o espaço onde iremos expor, pensamos sobre o que ele significa ainda vazio. São, em geral, lugares grandes e ampliados em branco.</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/o-espaco-expositivo/berardo_001-2/" rel="attachment wp-att-4810"><img class="alignnone size-full wp-image-4810" title="berardo_001" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/berardo_0011.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
<p>Há um estatuto nesse vazio que nos faz falar baixo, respeitar as paredes e qualquer objeto que lá esteja. Por vezes, nos vemos, com cuidados, contornando um pano de chão ou contemplando um andaime.</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/o-espaco-expositivo/berardo_002/" rel="attachment wp-att-4811"><img class="alignnone size-full wp-image-4811" title="berardo_002" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/berardo_002.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/o-espaco-expositivo/berardo_003/" rel="attachment wp-att-4812"><img class="alignnone size-full wp-image-4812" title="berardo_003" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/berardo_003.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
<p>Uma espécie de vontade emana desse espaço branco, exercendo um papel muito forte ao sentido de nossa obra, que se refaz ali,  já bem longe do que fora planejado na Cia, quando ainda imaginávamos ter controle sobre a nossa criação.</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/o-espaco-expositivo/berardo_004/" rel="attachment wp-att-4815"><img class="alignnone size-full wp-image-4815" title="berardo_004" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/berardo_004.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
<p>Os sentidos agora, se constituem na cisão do que queremos representar, somado ao que é o efeito desse branco vazio &#8211; ainda bobos sobre o que pertence à Cia de Foto &#8211; a nossa obra será de fato, uma peça constituída no espaço expositivo.</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/o-espaco-expositivo/berardo_005/" rel="attachment wp-att-4813"><img class="alignnone size-full wp-image-4813" title="berardo_005" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/berardo_005.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/o-espaco-expositivo/berardo_006/" rel="attachment wp-att-4814"><img class="alignnone size-full wp-image-4814" title="berardo_006" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/berardo_006.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fest Poa!</title>
		<link>http://ciadefoto.com.br/blog/2012/03/fest-poa/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 11:55:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciadefoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Revendo nossos arquivos, demos de cara com o texto abaixo que fizemos, tempos atrás, a pedido do FestFoto Poa. Uma lembrança boa de um festival que faz parte da história da gente! “Tempos pela fotografia, mesmo que intempestivos.” *Por Cia de Foto A gente não entende esse tempo em que nem todos são fotógrafos mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Revendo nossos arquivos, demos de cara com o texto abaixo que fizemos, tempos atrás, a pedido do <a href="http://www.festfotopoa.com.br/2012/">Fest</a><a href="http://www.festfotopoa.com.br/2012/">Foto</a><a href="http://www.festfotopoa.com.br/2012/"> Poa</a>. Uma lembrança boa de um festival que faz parte da história da gente!</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">“<span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Tempos pela fotografia, mesmo que intempestivos.”</span></span></span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana, sans-serif;">*Por Cia de Foto</span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Verdana, sans-serif;">A gente não entende esse tempo em que nem todos são fotógrafos mas todo mundo fotografa. Buscamos de forma incessante definir quem é fotógrafo, o que sustenta tal definição. E é aí que se complica, entender se multiplica. Ser fotógrafo pressupõe assumir algumas rotas que são bem subversivas, entre elas, enfrentar essa questão de que todas as pessoas fotografam, sem necessariamente precisar buscar entendimentos sobre o que é o fotográfico. Talvez, aí esteja uma resposta. Essa compreensão fica a cargo de quem, além de fotografar, é fotógrafo. Esse é o nosso tempo: um mundo em que a fotografia é experimentada por todo ser humano mas nem todos precisam entender o que fazem.</span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Verdana, sans-serif;">Fotografar passou a ser um gesto fundamental para que algo seja efetivamente olhado. Parece que, na vida, sem a mediação de um dispositivo, as existências são precárias. Um ponto cego se coloca à nossa frente e só quando uma imagem intervém é que esse espaço se abre, tornando-se visível e consciente. Apesar desse movimento massivo de se fazer fotografias, desse gestual fotográfico que define nossa sociabilidade, nem todos são fotógrafos.</span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Verdana, sans-serif;">O mundo fotografa para que as histórias se tornem universais, permitindo a compressão de todos. A imagem é um lugar de síntese de todas as diferenças. As arestas que naturalmente existem em algo singular são aparadas no gesto universal dessa fotografia feita comumente pelas pessoas. Os dispositivos fotográficos estão em todos os bolsos, em todas as mesas, em todas as cabeças. Do mesmo modo, os meios para a difusão dessas imagens estão disponíveis a todos.</span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Verdana, sans-serif;">Quando surgiu, a fotografia tinha tudo para ser uma invenção malcriada. Revolucionária, poderia não ter se prendido aos modelos criados pela tradição artística. Mas, desde o princípio de sua história, ela preferiu seguir um caminho mais seguro, transformando-se em uma estrutura sólida como concreto, estúpida como uma verdade já assimilada. Para tudo, um compartimento. Em cada objeto fotografado, um gênero: o retrato, o nu, a paisagem&#8230; E, mais adiante, para cada uso, um selo social: o fotojornalismo, a publicidade, a fotografia de eventos, de identificação policial ou científica, de arquitetura, de moda, de still, documental, de autor&#8230; E, ainda, a fotografia amadora. Cada casa passou a ter uma câmera, e ela era um objeto poderoso que confirmava a existência de um grupo como família. As máquinas tinham filmes e esses duravam dias, meses, colecionando os instantes que, em algum momento, seriam revelados. E as fotos, quando apareciam, já pertenciam a um outro tempo, o do passado familiar. E assim existíamos.</span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Verdana, sans-serif;">Hoje em dia, a fotografia não é mais um bem familiar mas sim um objeto individual, disponível a cada um. Uma câmera não é mais um patrimônio, é somente um dispositivo dócil, bem mais leve e sem ruído. A foto não é mais um instante eleito ou um espaço cultivado para virar lembrança. Ela é potencialmente todo o continuum da vida, ela é todo e qualquer instante.</span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Verdana, sans-serif;">No tempo em que queremos viver, os espaços se misturam, o jogo se faz nas bordas, nas sobreposições daqueles compartimentos criados pela sociedade moderna. E é esse o tempo que queremos como matéria de construção da nossa história: as ideias se criando no atravessamento das fronteiras. É um prazer imenso chamar Rodrigo Braga de fotógrafo e João Castilho de artista.</span></p>
<p>“ <span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Pensar a fotografia como um lugar conceitual nos permitiria olhar para a própria história de modo transgressor. Poderíamos, por exemplo, ver quanto outras manifestações artísticas podem ser pensadas com base na fotografia.” </span></span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Ronaldo Entler</strong></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: small;">A gente busca entender esse tempo, por isso somos fotógrafos. Todo mundo faz imagens corretamente, e daí, o que nos cabe? Talvez, assumir-se em nossa sociedade com um veio </span></span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>oversea</em></span></span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: small;">, transgressor, </span></span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>made in</em></span></span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: small;"> qualquer lugar sobre uma ordem não prevista. Ser fotógrafo em nosso tempo é se comportar como um pirata que opera também por apropriação. Aquilo que é essencial à criação fotográfica não exige uma máquina. Em princípio, as imagens já estão por aí e são de todos, de quem as usa e de quem as edita. Somos na verdade intérpretes desse mundo em que o fotográfico se faz acima de tudo no pensamento. O nosso tempo se faz no espaço que dedicamos à compreensão desses fluxos, dos atravessamentos que se criam naquilo que procuramos entender. E esse tempo nos diz que tem muita coisa legal fora dos compartimentos inventados nos tempos de outrora. Pensar revela o quanto tudo pode ser visto a partir do fotográfico. Nosso trabalho talvez seja essa busca por extraquadros sucessivos, o fotográfico que existe além das bordas de uma imagem. Nossos ídolos migraram do clique para a escrita, do quadro para a oralidade. Para além dos cliques, nossos mestres da fotografia estão também na escrita. Os melhores fotógrafos de nosso tempo são Maurício Lissovsky, Rubens Fernandes Jr. e Ronaldo Entler. Os fotógrafos de outros tempos são Borges e Calvino, Funes e Antonino. E junto a gente, nessa mesma busca, ainda temos Claudia Linhares e Lívia Aquino.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Verdana, sans-serif;">Existe um mundo sempre infinito para ser inventado. Nosso tempo é a ferramenta que possibilita essa invenção, através do exercício sistemático de compartilhar ideias. Deveríamos dar um passo além dos limites que nos foram impostos tempos atrás. E um passo aquém das categorias que aceitamos para educar, para tornar menos complexa uma invenção que deveria ter sido malcriada. O melhor disso tudo é o direito que temos de dizer um não para quem cria certezas, e oferecer um palco para quem se coloca nas dúvidas.</span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Verdana, sans-serif;">A própria fotografia simula, refaz histórias. Ela é uma ansiedade que se traveste de meio, um caminho, um modo de pensar. Esse pensamento fotográfico antecede as máquinas e a própria denominação da fotografia. As experiências que visavam representar e organizar a ideia de que existe um hoje, um amanhã e um bem antes de ontem, já eram fotográficas. O nosso pensamento é fotográfico desde que conhecemos o tempo. O que ocorreu no século XIX é que a humanidade tomou a decisão de objetivar esse pensamento, unindo o fotográfico a um referente, criando um aparelho que fixava um rastro nesse fluxo de identificação com o tempo. Um desejo de colecionar, de aprisionar pensamentos em uma caixa escura. Mas esse troço que inventaram, esse equipamento que sintetiza um monte de meios de percepção, que faz o mundo posar para gente, que antes era um patrimônio familiar e que agora é de todo mundo, não tem nada de exato e passa longe de ser objetivo. Até mesmo porque o próprio aparelho não está sob nosso total domínio. O acaso ainda o rege. Ainda olhamos para as máquinas como objetos sagrados, que nos constrange com sua presença, do qual dependemos para confirmar nossa existência e que cria mundos, saibamos disso ou não.</span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Verdana, sans-serif;">Podemos inventar tempos através da fotografia, mesmo que eles resultem intempestivos. Vale a pena assumir os riscos de romper com o referente, de acreditar no fotográfico como dimensão do pensamento e de se esquecer um pouco da objetividade humana. Em nosso tempo, é pertinente se vingar da mecanização fazendo uso da ficção. Mesmo sabendo que enquanto alguns criam espaços mais fluídos de compreensão, outros ainda tentam restabelecer um passado estático. E não um passado a que constrói novas experiências, mas um outro que visa garantir os entendimentos consolidados, os recalques. Naquilo que buscamos, não há espaços para a doutrina, não há regras nem limites para o fotográfico, só aceitamos revisões. Em nosso tempo, operamos com espaços imaginados sobre bases mais intuitivas. Pelo menos é o que entendemos. Aliás, somos fotógrafos, e o que nos resta é entender.</span></p>
<p>“ <span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">[...] como não admitir que a ficção oferece experiências efetivamente transformadoras da realidade, às vezes tanto ou mais revolucionárias que o documentário dito engajado? Uma vez que, por meio do estranhamento, essas obras já nos ajudaram a reconhecer as possibilidades de manipulação da fotografia, estamos agora em condições de recuperar as possibilidades de identificação com o olhar. Teremos, então, a supresa de perceber que, ao inventar um mundo, essas ficções nos representam ainda mais profundamente.” </span></span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Ronaldo Entler</strong></span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Verdana, sans-serif;">Se é para pensar no tempo, que seja nesse em que vivemos. Que se torne política nossa expressão pessoal. E que assim a gente possa afirmar que o melhor de nossa fotografia está no pensamento. Portanto, trata-se de uma fotografia que existe como idéia, mais do que efetivamente como técnica. E se é para escrever um texto, que ele se torne um manifesto que provoque nossa disposição para aprender, porque até agora não vivemos senão a dislexia de uma incapacidade, uma fotografia que somente soube repetir. O valor de escrever sobre o tempo é constatar que há muito o que fazer na compreensão do fotográfico. Além da oportunidade de registrar nossas surpresas diante desse tempo em que nem todos são fotógrafos mas todo mundo fotografa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 23:20:29 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/02/4763/agora_010-2/" rel="attachment wp-att-4765"><img class="alignnone size-full wp-image-4765" title="agora_010" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/agora_0101.jpg" alt="" width="560" height="1455" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Agora</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 13:39:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciadefoto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agora é um trabalho introspectivo, que mergulha em experiências vividas, mas também em demandas ou provocações externas. O fio condutor é muito simples, algo muito elementar à fotografia: a luz, porém, levando-se em conta o paradoxo de que a fotografia também se faz pelo escuro. Como numa concepção dialética, estressamos a noção da fotografia estabelecida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Agora </strong></em>é um trabalho introspectivo, que mergulha em experiências vividas, mas também em demandas ou provocações externas. O fio condutor é muito simples, algo muito elementar à fotografia: a luz, porém, levando-se em conta o paradoxo de que a fotografia também se faz pelo escuro.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/35337751" frameborder="0" width="560" height="189"></iframe></p>
<p>Como numa concepção dialética, estressamos a noção da fotografia estabelecida pela luz que, normalmente chamada de natural, aqui aparece como artifício, porque já é filtrada e desenhada pelo ambiente, pela paisagem, pela arquitetura e, claro, reinterpretada pelo tratamento. A fotografia é uma espécie de luz criada em cativeiro. Trata-se aqui de pensar não em um estado puro, mas sua existência quando ela vive numa semiliberdade, num espaço mais amplo, mas que ainda determina formas, comportamentos. Como um cachorro que cresce na cidade e aprende a atravessar a rua, como uma árvore que se desvia dos muros, ou como uma brecha em um telhado que garante uma entrada para um céu que escapa para dentro de casa&#8230;</p>
<p>Às vezes, a luz parece dar um aspecto narrativo às imagens. Como uma música em um filme, que anuncia um sentimento, ou um fato que está para ocorrer, ela determina a leitura dos espaços.</p>
<p>Por outro lado, o escuro, longe de representar uma ausência total, permanece em nossas fotografias como informações em repouso, esperando uma atitude que o ative. O escuro é um discurso tácito no qual as palavras mais entram do que saem. Ele é repleto, é o “dentro de casa”, a matéria escura da vida, os olhos fechados, a cor que ambienta a narrativa de um sonho, a noite que sempre dura diferente&#8230;</p>
<p>Reagimos às demandas externas por meio de uma atitude romântica que se materializa em uma espécie de performance presente nas cenas. A Cia de Foto vive um tipo de insegurança latente. Nós somos de uma geração que, por algum motivo, precisa, a todo momento, se afirmar como fotógrafos. Não operamos em um regime de completa autoestima, no qual apenas atuaríamos pairando pelo exercício pleno dessa linguagem. Estamos em uma etapa histórica que nos impede de afirmar um sentido completo, pacífico, para existirmos como tal. Nós construímos de forma romântica essas imagens.</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/01/agora/agora_006/" rel="attachment wp-att-4749"><img class="alignnone size-full wp-image-4749" title="Agora_006" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/Agora_006.jpg" alt="" width="560" height="280" /></a></p>
<p>E há uma espécie de elegia em <em>Agora</em>, que são as fotografias nas quais aparecem pessoas. São cenas que se afirmam absortas, antes ou além de um sentido de existir. Retratos de uma certa espera, em paisagens urbanas, do sujeito que senta ou se encosta. Um momento do não fazer, do esperar incosciente. Essa parte do trabalho são de pessoas separadas ou postas em um fluxo, também como um artifício de contrapor o sentido natural de uma fotografia em ilustrar uma ação. Elas estão soltas (talvez como a Cia de Foto&#8230;) em algum instante anterior a uma possível cena.</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/01/agora/agora_008/" rel="attachment wp-att-4750"><img class="alignnone size-full wp-image-4750" title="Agora_008" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/Agora_008.jpg" alt="" width="560" height="280" /></a></p>
<p>Parar é estar inquieto, já que tudo na vida precede um movimento. Quando paramos, é como se estivéssemos contendo um fluxo natural em prol da razão. Na busca de um entendimento, formatamos nossas experiências como um objeto. E essa dinâmica de se colocar, momentaneamente, para fora desse fluxo contínuo termina sendo um gesto de rebeldia. O estático, assim como o escuro, é um dispositivo que opera nos sentidos dinâmicos de uma fotografia.</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/2012/01/agora/agora_0014/" rel="attachment wp-att-4751"><img class="alignnone size-full wp-image-4751" title="Agora_0014" src="http://ciadefoto.com.br/blog/ciadefoto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/Agora_0014.jpg" alt="" width="560" height="187" /></a></p>
<p>Percorremos, assim, dois paradoxos da fotografia: o escuro, que também pode ser entendido por um artifício da luz que se recusou a chegar à cena, mas nem por isso deixa de ativar sentidos, e o estático sempre impossível por causa do anacronismo inerente a toda imagem. E é ai, no escuro e na impossibilidade do estático, que acreditamos morar o sentido mais contemporâneo da fotografia.</p>
<p>PS.: Este trabalho será exposto, primeiramente, em Portugal, integrando a seleção do <a href="http://www.bes.pt/sitebes/cms.aspx?plg=8A6365B9-87E4-4B59-A550-3AB14524A01B" target="_blank">Prêmio BES 2012</a>. Fica o agradecimento a <a href="http://www.galeriavermelho.com.br/" target="_blank">Eduardo Brandão</a> e <a href="http://www.iconica.com.br/" target="_blank">Ronaldo Entler</a> pela colaboração nessa série, e a Diógenes Moura, curador responsável pelas indicações brasileiras.</p>
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		<title>Ter e ser</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 13:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciadefoto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[deleuze]]></category>
		<category><![CDATA[eduardo queiroga]]></category>
		<category><![CDATA[livia aquino]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldo Entler]]></category>

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		<description><![CDATA[Como cada um de nós era vários, já era muita gente. Utilizamos tudo o que nos aproximava, o mais próximo e o mais distante. Distribuímos hábeis pseudônimos para dissimular. Por que preservamos nossos nomes? Por hábito, exclusivamente por hábito. Para passarmos despercebidos. Para tornar imperceptível, não a nós mesmos, mas o que nos faz agir, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como cada um de nós era vários, já era muita gente. Utilizamos tudo o que nos aproximava, o mais próximo e o mais distante. Distribuímos hábeis pseudônimos para dissimular. Por que preservamos nossos nomes? Por hábito, exclusivamente por hábito. Para passarmos despercebidos. Para tornar imperceptível, não a nós mesmos, mas o que nos faz agir, experimentar ou pensar. E, finalmente, porque é agradável falar como todo mundo e dizer o sol nasce, quando todo mundo sabe que essa é apenas uma maneira de falar. Não chegar ao ponto em que não se diz mais “eu”, mas ao ponto em que já não tem qualquer importância dizer ou não dizer “eu”. Não somos mais nós mesmos. Cada um reconhecerá os seus. Fomos ajudados, aspirados, multiplicados.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/29165425?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;autoplay=0" frameborder="0" width="560" height="203"></iframe></p>
<p>O território é a primeira distância crítica entre dois seres de mesma espécie: marcar suas distâncias. O que é meu é primeiramente minha distância, não possuo se não distâncias. É preciso começar longe, tão longe quanto possível. É que o começo não começa se não entre dois, interlúdio. A distância crítica não é uma medida, é um ritmo. Mas, justamente, o ritmo é tomado num devir que leva consigo as distâncias entre personagens, para fazer delas personagens rítmicos, eles próprios mais ou menos distantes, mais ou menos combináveis. O território é, ele próprio, lugar de passagem.<br />
Os animais de território são prodigiosos, porque constituir um território é quase o nascimento da arte. Quando vemos como um animal marca seu território, todo mundo invoca, sempre, as histórias de glândulas anais, de urina, com as quais eles marcam as fronteiras. O que intervém na marcação é, também, uma série de posturas, por exemplo, se abaixar, se levantar. Uma série de cores, os macacos, por exemplo, as cores das nádegas dos macacos, que eles manifestam na fronteira do território.<br />
Cor, canto, postura, são as três determinações da arte, a cor, as linhas, as posturas animais são, às vezes, verdadeiras linhas. Cor, linha, canto. É a arte em estado puro. O território é o domínio do ter. É curioso que seja no ter, isto é nas propriedades. O território são as propriedades do animal, e sair do território é se aventurar. Há bichos que reconhecem seu cônjuge, o reconhecem no território, mas não fora dele.<br />
Podemos chamar de arte esse devir, essa emergência. O território seria o efeito da arte. O artista, primeiro homem que erige um marco ou faz uma marca. A propriedade, de um grupo individual, decorre disso, mesmo que seja para a guerra e a opressão. A propriedade é primeiro artística, porque a arte é primeiramente cartaz, placa. O expressivo é primeiro em relação ao possessivo, as qualidades expressivas ou matérias de expressão são forçosamente apropriativas e constituem um ter mais profundo que o ser.<br />
A assinatura, o nome próprio, não é marca constituída de um sujeito, é a marca constituinte de um domínio, de uma morada. A assinatura não é a indicação de uma pessoa, é a formação aleatória de um domínio.<br />
Certamente a arte não é privilégio do homem. Improvisar é ir de encontro com o mundo ou confundir-se com ele. E há sempre um coletivo mesmo se se está sozinho.<br />
O rosto é uma política.</p>
<p>* E<strong>sse texto é uma colagem de passagens e escritos de Deleuze e Guattari, do livro Mil Platôs, e da entrevista, o Abecedário de Gilles Deleuze. E é uma homenagem a quem tanto nos ensinou esse ano, o <a href="http://www.dobrasvisuais.com.br/" target="_blank">Dobras Visuais</a>, e o <a href="http://www.iconica.com.br/" target="_blank">Icônica</a>.<br />
É um post também, que tem a pretensão de entusiasmar Eduardo Queiroga em suas pesquisas fotográficas.</strong></p>
<p><strong>Bons anos!</strong></p>
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